Le mie radici

"Adoro l’odore e il calore della terra ,
le molteplici forme che di essa sono la vita,
per vedere i miei occhi li devo specchiare ,
per contemplare le radici del mio reame , socchiuderli è meglio.
Allora ritrovo quel che avevo smarrito ,
l’infinito accoglie in sè quanto pensavo perduto ,
realizzo non v’è separazione,
intorno scorgo mera illusione ,
che quando contemplo nel cuore l’amore,
l’eterno riflette solo grazia , splendore ,
la pace che sento è profumo di Dio,
quando sono al cospetto non v’ è assenza,
nè oblio , nè ombra, nè morte hanno mai varcato la soglia,
da ere aspettava l’ Amante Supremo
che rimuovessi il torpore terreno,

Lui mi ha toccato , mi sono destato."

Eraldo 11 04 2010

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Parma: uma jóia no meio da Emilia-Romana

No caminho para Parma, pude ver o quanto a paisagem mudou. Deixei os Montes Apeninos para trás e adentrei mais a Emilia-Romana.


Tirei algumas fotos de dentro do trem para comparar com as fotos que tirei da Toscana, principalmente para comparar com as fotos de San Gimignano. Aqui tudo é plano, plano, plano. Só sendo quebrado pela existência dos Apeninos ao longe. Ah! E neve!
De Bologna para Parma. Tudo plano.


Tentativa de tirar uma foto dentro do trem. A luz não ajudou muito. Vou ter que usar o Photoshop depois.
Se for para tração um paralelo, Bologna está para São Paulo como Parma está para... hum... Londrina!
É uma cidade muito charmosa, com pessoas bonitas nas ruas. E também tem os distritos vizinhos para visitar e comer (Torrechiara está para Parma, assim como Warta está para Londrina). Porém, a Warta daqui tem castelos! rs
Parma é famosa por seus produtos típicos: salame, presunto (presunto parma) e queijo Parmigiano-Reggiano (o queijo parmesão!). À noite, pude comer uma mega-pizza de presunto parma. Estava muito, muito boa. Mas acho que não vou poder ver presunto parma tão cedo na minha frente. A cidade é bem conservada e colorida, bem diferente de Bologna.


Os prédios coloridos e as luminárias dão um charme à cidade.


Parma é uma cidade fundada pelos Etruscos, mas serviu de posto avançado para o Império Romano como proteção da Via Aemilia. Porém, é na era medieval que Parma ganha destaque. O batistério de Parma é conhecido por marcar a transição do estilo Romanesco para o estilo Gótico. Pena a catedral de Parma estar fechada para visita. Os afrescos são feitos no estilo ilusionístico. Deve ser interessante de ver.
Catedral de Parma em restauração.

Batistério de Parma


Entrada do Batistério.
Outro ponto que visitei foi o Parco Ducale. Não consegui muita informação sobre esse lugar, apenas que parte do Palazzo Ducale foi destruído durante a 2a. Guerra Mundial pelos bombardeiros aliados. Parma esteve sob o domínio nazista até 26 de abril de 1945, quando foi libertada pela resistência local com a ajuda de, quem??? da Força Expedicionária Brasileira!!!!!!


"Por mais terras que eu percorra,
Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá;
Sem que leve por divisa
Esse "V" que simboliza
A vitória que virá!"


O parque é muito grande, mas no inverno fica meio feio. Na primavera ou verão vale uma visita, com certeza!



Se eu fosse um pato, não estaria na água num frio desses!
Na tarde do 1o. dia, resolvi visitar o castelo de Torrechiara, já que estava planejado ir para Modena na manhã do dia seguinte. A unica maneira de ir até Torrechiara é de ônibus, que passa apenas de hora em hora. Aconteceu que acabei descendo um ponto antes, mas como era longe da cidade o ponto correto estaria Km de distância! O sol já estava baixando e o próximo ônibus só iria passar dali 1 hora. Estava ficando frio. Não tive outra escolha senão atravessar a estrada e esperar o ônibus de volta para Parma.
Fiquei muito decepcionado de não ter ido visitar o castelo, então decidi que Modena poderia esperar um pouco. Na manhã do dia seguinte, acordei bem cedo para ir ao castelo. Valeu a pena!
Castello di Torrechiara
O Castello di Torrechiara não foi construído apenas como fortaleza. Segundo a lenda local, o conde Pier Maria Rossi, um nobre da região, casado desde os quinze anos de idade por interesses de família, apaixonou-se perdidamente por Bianca Pellegrini, esposa de um outro nobre.
Para viver esse amor proibido, ergueu o Castello di Torrechiara, onde os enamorados desfrutaram o romance. Em seu interior, ricamente decorado, o quarto dos amantes (denominado como Camera d'Oro) destaca-se pelos belos afrescos. Em todos os elementos da decoração, dos vasos de terracota às pinturas, encontram-se as iniciais do casal entrelaçadas, alternadas com a inscrição Nunc et Semper (Agora e para Sempre). Era proibido tirar fotos no interior, porque o flash pode danificar os afrescos.
O castelo fica no topo de uma colina, o que dá uma visão bem ampla da planície abaixo. A paisagem é quebrada pelos Montes Apeninos ao fundo.
Subida (outra...) para o Castello di Montechiara

Distríto de Montechiara.

Visão dos muros inferiores para o distrito de Montechiara.

Planície e os Montes Apeninos ao fundo.

Montes Apeninos.

Muralhas do castelo.
Dentro das muralhas, existe um pequeno burgo. Algumas casas, uma pousada (!), uma igreja e uma taverna. A taverna tem uma área externa, com mesas debaixo de uma parreira de uva. Bom lugar para tomar um vinho admirando os Montes Apeninos ao longe.
Burgo do castelo


Igreja

Taverna del Castello
Terminando minha visita a Torrechiara segui viagem para Modena, terceira cidade da Emilia-Romana.

Eu e Giacomo, o boneco-de-neve

Safado roubou minha boina..

"Aquele não é o cometa Haley?"
"Onde?"

Há! Peguei de volta...

"Falou aí Giacomo!"

Castello de Montechiara

Emilia-Romana também tem seu charme.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Descanso alla Bolognese

Cheguei na primeira cidade da Emilia-Romana desta viagem: Bologna!
Aqui está mais frio do que Rome e Firenze. Durante o caminho de Firenze até Bologna, pude ver neve.
Bologna é uma cidade mais universitária do que turística, e com um tipo de turismo diferente do que já tinha visto até então. Aqui tem poucas ruínas e castelos, e o turismo se concentra nos museus (a maior parte com mostras de arte contemporânea).
A universidade de Bologna é a univesidade mais antiga do mundo em funcionamento. Teve como membros Nicolaus CopernicusDante Alighieri e outros.
Há pouco para ver de construções se comparada com as outras cidades. Bologna é uma cidade grande. E um pouco feia... A fiação da cidade é exposta, como no Brasil, e a iluminação das ruas fica pendurada por cabos e não postes.



Acabei andando pouco pela cidade. O cansaço das outras visitas fez com que fosse pra cama mais cedo.
Mas como todo mundo fala da comida de Bologna, não pude deixar de provar a culinária local: Lasagna alla Bolognese e Vitela no vinagre balsâmico com batatas.
Fiquei um pouco decepcionado com a lasagna. A lasagna da dona Regina é melhor. Mas a vitela no vinagre balsâmico... impagável! Fiquei um pouco tímido de pedir para o garçom bater uma foto. Mas na próxima vou pedir, para vocês comerem com os olhos.


O centro da cidade tem uma arquitetura diferente. Não há calçadas. Todas as construções tem galerias de pedestres embaixo. Isso dá uma impressão de cidade perigosa, mas na verdade as galerias são espaçosas e é melhor do que andar em calçadas.



Como em outras cidades medievais, Bologna teve várias torres. Existem hoje apenas duas e elas estão tortas!
As torres pertenciam a duas famílias rivais e eram mais ou menos no mesmo tamanho. Porém, uma teve que ser encurtada por segurança.





terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Firenze: a cidade dos Medici II

Continuação:

Algumas obras expostas na entrada do Palazzo Vecchio contém significados ocultos como, por exemplo, Judite e Holofernes que retrata uma das passagens da bíblia. Porém, o significado oculto seria de Firenze matando Siena, quando a primeira se tornou capital da Toscana depois de inúmeras batalhas.

Judite matando Holofernes (ou Firenze matanto Siena)
O leão em em cima do brasão de armas de Firenze mostra o domínio da região Toscana.
Leão e Brasão de Armas de Firenze
Não distante do Palazzo Vecchio, se encontra a Basílica de Santa Maria das Flores. O nome das Flores é porque remete à Firenze (Florença, a cidade das flores). A Basílica di Santa Maria del Fiore também é conhecida como Duomo. Muitas cidades possuem catedrais, mas poucas no mundo possuem Duomo.
Quando existe uma catedral em uma cidade é porque, nesta cidade, há um bispo. A catedral é a "residência" do bispo. Mas o Duomo é algo mais: é a "residência" de Deus!
O tamanho da Basílica di Santa Maria del Fiore realmente impressiona e faz crer que existe algo superior em sua construção.
Levou cerca de 140 anos para ficar pronta! Tendo sido começada por Arnolfo di Cambio, arquiteto do Palazzo Vecchio, e terminada por Filippo Brunelleschi. Brunelleschi foi quem viabilizou a construção do domo da Basílica, utilizando uma técnica diferente da maneira clássica de construir domos (como na Basílica de São Pedro e no Pantheon). O Brunelleschi construiu na verdade dois domos! Um interno e outro externo, de forma que o domo se auto-sustenta. O resultado é um domo mais alto, um pouco ovalado, se comparado com os demais domos existentes.
O domo foi a última parte da basílica a ser construída. Houve uma disputa para saber quem iria ser o responsável pela construção: Lorenzo Ghiberti (que construiu a "Porta do Paraíso", porta de entrada do batistério da Basilica di Santa Maria del Fiore) e Filippo Brunelleschi. Mas Brunelleschi era patrocinado por, nada mais nada menos, Cosimo Pater Patriae degli Medici!!! e acabou ganhando a disputa.


Basílica di Santa Maria del Fiore

Domo da basílica

Porta de entrada


Filippo Brunelleschi encontra-se imortalizado, e hoje senta-se na Piazza del Duomo observando a sua obra.
e com vocês... Filippo Brunelleschi!
Uma das atrações turísticas de Firenze é subir até o topo do Duomo! Tem uma sacada lá, onde é possível ver toda a cidade. Haja pernas para subir, mas eu fui até lá.
Passagem entre o domo interno e o externo

No topo do Duomo





Afrescos no domo interno
Diferente da Basílica di San Lorenzo, a riqueza da Basilica de Santa Maria del Fiore está do lado de fora. Dentro ela é muito simples. Há apenas 2 tumbas dentro da igreja, o que a difere também do costume da maioria das igrejas italianas de sua época. Isso porque o Duomo é a "residência" de Deus, e não do homem.
Interior da Basilica di Santa Maria dei Fiore

Afresco no domo interior, mostrando o juízo final
Para finalizar a visita à Firenze, nada melhor que passar o pôr-do-sol na Piazza Michaelangelo onde se pode apreciar a vista de toda a cidade.



Assim eu me despeço da Toscana. Próxima parada: Emilia-Romana!